"É mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz. Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras. Mas foi sempre em nome da paz que todas a guerras foram declaradas." José Saramago

sábado, 30 de abril de 2011

A viagem recomeço




Ainda agora aqui chegado 
meu cavalo já cansado 
trago o peito enamorado 
e a armadura em desalinho 
minha espada, eu embainho 
dai-me carne e dai-me vinho 
sou guerreiro por quimera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

Dai-me carne e dai-me vinho 
dai-me uma mesa de pinho 
estendei toalha de linho 
onde estenderei meus dedos 
lede neles os enredos 
das conquistas, dos degredos 
assim eu contar pudera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

Guerreiros são só pontos no horizonte 
a monte 
a monte 
anda o guerreiro sem parar 
a paz foi tudo o que ele foi buscar 
guerra e paz 
a par e passo 
irmãs são 
guerra e paz 
a par e passo 
são

De cada vez que me conto 
sei que me acrescento um ponto 
um cavalo novo monto 
e uma donzela arrebato 
despedido do recato 
vou de calma ao desacato 
vou do pardal à pantera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

Vou da calma ao desacato 
de masmorras me resgato 
colorido é o meu retrato 
preto e branco meu caixinho 
o que fazes tu, meu filho 
outras guitarras dedilho 
sou trovador por quimera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

E de meandro em meandro 
vou-me circunnavegando 
sob as estrelas buscando 
o outro lado da busca 
quase sempre o amor me ofusca 
de uma forma doce e brusca 
assim eu amar soubera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

Retomado à vida o gosto 
meu cavalo recomposto 
no cabelo um fogo posto 
novos fogos atravesso 
desta forma me despeço 
do fracasso e do sucesso 
ladrões de quem os venera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

Desta forma me despeço 
a viagem recomeço 
e se a casa não regresso 
é que outras casas me abrigam 
outros braços lá me amigam 
minhas brigas desfatigam 
como a luz na Primavera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quando de um se perdem tantos



A morte de Morais e Castro (tão pouco tempo depois de outra grande perda) é uma perda irreparável para todos nós, os que o conheciam e os que só o conheciam da televisão. Era para todos nós que ele trabalhava e vivia cada momento da sua vida...
Um homem singular, de uma simplicidade rara e sabedoria única... Homem de sorriso aberto e sincero que tal como disse uma vez numa entrevista nunca misturava as coisas: No Teatro esquecia o escritório e vice-versa.

Morreu um grande homem: Actor, Político, Sindicalista, Advogado...
Todos estes homens compunham este ser humano único (quais personagens teatrais) amigo e companheiro raro...

Até breve Morais e Castro

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ai Laurinda



Laurinda. Não te cuides e cultives depressa ou não tarda nada ainda te dedicam um site. Se não sabes, fica quieta. Ou então não arrisques. É melhor, até porque em calinadas já andas à frente do Sousa Cintra. Se fosses a Margarida Rebelo Pinto, o Santana Lopes ou o Jardel estavas tramada. Com...


Os Roisin Murphy, não Laurinda é a cantora Roisin Murphy. Já esteve numa banda, os Moloko, mas já não está, separaram-se. Não faças confusão. Se não sabes, pergunta.


Laroche Foucault, não Laurinda, é La Rochefocauld, filósofo e moralista da aristocracia francesa do século XVII.Há um excelente livrinho de aforismos dele no mercado. Deve custar hoje menos de 5 €. Vale muito a pena.


A escritora Evelyn Waugh, não Laurinda é o emblemático escritor britânico Evelyn Waugh. Infelizmente nunca o li. Mas não o conheces ao menos da excelente e famosa série de televisão?



É melhor ficarmos por aqui.