segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Eleições - Nada é absoluto
- O PS ganhou as Eleições Legislativas. Com uma maioria relativa, é certo, mas é quem vai comandar os destinos do país na próxima legislatura. Mesmo perdendo a maioria absoluta, venceu as Eleições. Em competição governativa interessa sobretudo ganhar, não tanto com quantos pontos se ganha. É tão simples como isso? É.
- O CDS foi um grande vencedor da noite. Teve uma votação esmagadora, com um número de deputados que irá dar muita força ao anterior partido do Táxi. Convém contudo aos centristas não embadeirarem em arco - a maior parte do seu eleitorado veio de descontentes do PSD e de descontentes que antes votaram no PS, que recusando votar à esquerda, também não decidiram votar PSD, por todos os óbvios motivos que se sabem. Está muito longe de ser um eleitorado fixado. Paulo Portas é inteligente e percebeu isso, tentando desde já no seu discurso trabalhar a fixação desse eleitorado. Sinal que tem os pés assentes na terra.
- Pelos motivos invocados acima e mais alguns, o PSD foi o grande derrotado. Deitou tudo a perder pela campanha e falta de visão de Manuela Ferreira Leite. Por tentar queimar étapas através da calúnia e demagogia barata, pelo papel de Cavaco Silva e da insinuada"asfixia democrática" vinda de umas escutas inventadas com um temporizador. Pelas candidaturas de António Preto e Helena Lopes da Costa. E last but not least, pela incapacidade de comunicação ao país e de mobilização do partido. O PSD ainda terá uma longa travessia pela frente, seguramente muito além do próximo Congresso...
- O Bloco de Esquerda subiu para mais do dobro a sua votação, mas não terá em si o poder de fazer uma maioria absoluta com o PS. Se provocar demasiado José Sócrates, corre o risco de vê-lo legitimar-se à direita, ou então a tentar forçar a ingovernabilidade do país, o que ao longo da nossa Democracia sempre foi meio caminho andado para novas maiorias...
- A CDU ganhou um deputado, mas perdeu dois lugares nas preferências dos portugueses. Teve uma noite amarga. E das duas uma, ou ganhará tempo com o próprio tempo, ou terá de mudar a sua estratégia de comunicação. Principalmente nos grandes centros urbanos, onde infelizmente os votos contam mais do que no Alentejo e outras zonas do interior do país.
- A esquerda terá necessariamente de se entender. Faz no Parlamento maioria absoluta com o PS. Mas nenhum dos seus partidos isoladamente o consegue fazer, coisa que o CDS infelizmente consegue. Nada será estático nesta legislatura.
- Na "Liga dos Últimos" o PCTP-MRPP de Garcia Pereira teve mais de 50 mil votos. Há muito que anda há beira de eleger um deputado. O golpe de asa virá da recheada carteira do seu líder?
- Como muitos já salientaram, foi bom não haver uma maioria absoluta. Foi um regresso da política ao dia a dia das pessoas. Ainda bem.
Imagem - DN on Line
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Pedro Nogueira
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Segunda-feira, Setembro 28, 2009
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sábado, 5 de Setembro de 2009
Esticar a corda, morder o isco
Se a notícia que vem no Expresso é verdadeira, Manuela Moura Guedes esticou mesmo a corda. Este vídeo de apresentação de um telejornal é uma descarada peça de má fé e calúnia, com um alvo bem definido. Uma vergonha populista de uma vulgaridade obscena. Isto a menos de um mês não é coisa de somenos, só mesmo a sonsice ou a má fé podem fingir o contrário. Não é propriamente o anúncio de um programa, nem sequer de reportagem, muito menos de um noticiário. Explica decerto muita coisa. Explica, não justifica. Sublinho, não justifica.
Na verdade José Sócrates tem se posto muito a jeito, tentando condicionar constantemente a Comunicação Social ao longo do seu mandato. Quer através do papel de Santos Silva, ou mais directamente pelos habituais telefonemas a jornalistas feitos por membros do Governo ou pela Agência de Comunicação contratada, isso é um dado perigoso e difícil de entender, mas praticamente adquirido como parte das regras do jogo. O PSD também já o fez, faz e fará. O resto fica ao critério dos jornalistas, do seu brio e dignidade profissional.
O maior erro de José Sócrates foi o ter declarado guerra ao Jornal de Sexta da TVI. Por mais faccioso, sectário, truncado e batoteiro que este fosse. Sócrates não geriu o arrivismo malcriado de Moura Guedes da melhor forma. Não o ignorando pôs-se a jeito e deu a Manuela Moura Guedes o poder para jogar as pedras do jogo, coisa que ela manifestamente gosta de fazer, de preferência da forma como o faz.
Desta vez e na pior altura, Manuela Moura Guedes esticou ainda mais a corda. E alguém mordeu o isco. Bingo. Quem foi ainda não se sabe, mas atingiu quem se pôs a jeito, o Primeiro Ministro. E para alguns milhares de "analfabetos" que irão votar, Manuela Moura Guedes é a nova mártir da Democracia.
Na verdade José Sócrates tem se posto muito a jeito, tentando condicionar constantemente a Comunicação Social ao longo do seu mandato. Quer através do papel de Santos Silva, ou mais directamente pelos habituais telefonemas a jornalistas feitos por membros do Governo ou pela Agência de Comunicação contratada, isso é um dado perigoso e difícil de entender, mas praticamente adquirido como parte das regras do jogo. O PSD também já o fez, faz e fará. O resto fica ao critério dos jornalistas, do seu brio e dignidade profissional.
O maior erro de José Sócrates foi o ter declarado guerra ao Jornal de Sexta da TVI. Por mais faccioso, sectário, truncado e batoteiro que este fosse. Sócrates não geriu o arrivismo malcriado de Moura Guedes da melhor forma. Não o ignorando pôs-se a jeito e deu a Manuela Moura Guedes o poder para jogar as pedras do jogo, coisa que ela manifestamente gosta de fazer, de preferência da forma como o faz.
Desta vez e na pior altura, Manuela Moura Guedes esticou ainda mais a corda. E alguém mordeu o isco. Bingo. Quem foi ainda não se sabe, mas atingiu quem se pôs a jeito, o Primeiro Ministro. E para alguns milhares de "analfabetos" que irão votar, Manuela Moura Guedes é a nova mártir da Democracia.
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Pedro Nogueira
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Sábado, Setembro 05, 2009
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sábado, 29 de Agosto de 2009
Sinatra, a Mafia e Scorsese

Já muitos desconfiavam das ligações de Frank Sinatra à Mafia. Outros tinham mais certezas. Frank Sinatra estava pelo menos bem conectado com alguns Wise Guys.
O escritor Mario Puzzo, autor da saga "O Padrinho" misturando a sua imaginação com factos e personagens reais, criou o cantor Johnny Fontane a pensar em Frank Sinatra.
Para aprofundarmos o tema para além das insinuações e desconfianças, recomendo a tão excelente como arrepiante série documental Crime Inc, de inicios dos anos 80, onde num episódio o antigo chefe da Mafia de Los Angeles Jimmy Fratianno põe a água na fervura em relação aos supostas conexões de Sinatra. Fratianno foi um dos mais proeminentes mafiosi a entregar-se ao FBI, acabando por ser importante na denúncia de figuras chave da Cosa Nostra norte-americana como o poderoso Carmine "The Snake" Persico , o boss da família Colombo.
Existem também relatos acerca de uma certa atitude "tu sai-me da frente..." com que Sinatra circulava pelos casinos de Las Vegas nos anos 60, comandados na altura pelo Chicago Outfit. Não se sabe ao certo se derivava da atitude de estrelato ou das costas largas que o cantor e actor teria naqueles tempos.
Como já se sabe, Martin Scorsese vai realizar um filme sobre a vida de Frank Sinatra, é uma excelente notícia. Scorsese como amante da verdade e perscutador cinematográfico dos lados sombrios da existência, de certo não irá passar um "lápis azul" aos aspectos mais negros da vida de Sinatra. Pode-se compreender que a familia não tenha gostado mesmo nada da ideia. Mas passando em frente, Scorsese tem tudo para criar dali uma bomba cinematográfica, o tal clássico que não se vê desde "Good Fellas". Em primeiro lugar porque é um melómano assumido, com os seus filmes e documentários sobre músicos ou filmagens de concertos - Bob Dylan, Rolling Stones, The Band, os Blues... Depois pela forma como sabe enquadrar a música nos seus filmes - "Good Fellas", "Casino", "Taxi Driver", "The Departed", etc e etc. Aí acabou por fazer escola e ter em Quentin Tarantino um digno continuador...
Como Sinatra, Coppola ou De Niro, Scorsese tem raízes com o modus vivendi e tradições da comunidade italo-americana. Cresceu paredes meias com a Mafia em Little Italy. Conhece o enredo como ninguém, o que certamente contribuiu para pérolas cinematográficas como o excelente "Mean Streets" sobre a Máfia "soldado raso", ou o também excelente "Casino" com o Chicago Outfit em Las Vegas e a obra-prima "Good Fellas" sobre Henry Hill e meandros da familia Lucchese.
Por fim a tumultuosa personalidade do genial Frank Sinatra, aventureira e (auto) destrutiva tem algo de Scorsesiano. De certo haverá também um lado mais luminoso, amigável e criativo a explorar. Vamos esperar para ver como será tudo transformado em Cinema.
(Na foto acima, vê-se Sinatra em 1976 com Carlo Gambino, Paul Castelano e Jimmy Fratianno entre outros "Good Fellas")
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Pedro Nogueira
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segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Quando de um se perdem tantos

A morte de Morais e Castro (tão pouco tempo depois de outra grande perda) é uma perda irreparável para todos nós, os que o conheciam e os que só o conheciam da televisão. Era para todos nós que ele trabalhava e vivia cada momento da sua vida...
Um homem singular, de uma simplicidade rara e sabedoria única... Homem de sorriso aberto e sincero que tal como disse uma vez numa entrevista nunca misturava as coisas: No Teatro esquecia o escritório e vice-versa.
Morreu um grande homem: Actor, Político, Sindicalista, Advogado...
Todos estes homens compunham este ser humano único (quais personagens teatrais) amigo e companheiro raro...
Até breve Morais e Castro
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Nuno Góis
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Segunda-feira, Agosto 24, 2009
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sábado, 22 de Agosto de 2009
Coisas "giras"
Muito giros aqueles "mais cinco minutos". Muito gira a ultima pergunta, não foi? Muito giros os olhares cumplices entre entrevistadora e entrevistada. Muito giro tanto trabalho de equipa. Só é pena que o sempre tão atento Pacheco Pereira ainda não tenha reparado nesta tão salutar "dinâmica democrática". Peccato.
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sábado, 15 de Agosto de 2009
40 anos de Woodstock

Sem Bob Dylan, os Beatles, os Stones, os Doors ou os Kinks. Mas com Jimi Hendrix, Crosby, Stills, Nash & Young; Sly & The Family Stone, The Who, Creedence Clearwater Revival, The Band, Grateful Dead, Janis Joplin, etc, etc e etc. E mais de 500 mil pessoas numa celebração em nome dos ideais de paz, amor e muita droga à mistura.
Foi o festival que marcou o principio do fim dos anos 60 e anunciou muito do que estaria para vir. Deu força a uma geração em luta contra os poderes instituídos e contra o conservadorismo vigente numa sociedade em transformação. Foi também um massivo e esmagador protesto pacífico contra a guerra do Vietname. Para mim, que ainda estava longe de estar vivo, de Woodstock ficou-me Jimi Hendrix, um inspirado Richie Havens a cantar sem dentes - como protesto ou para soar melhor ainda não sabemos; um documentário excelente, janados, confusão, lama e alguma música soberba.
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Pedro Nogueira
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Sábado, Agosto 15, 2009
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sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
A Sérgio o que é de Sérgio
Sérgio Godinho numa nova variante. "Só Neste país". Ainda bem.
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quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Ai Laurinda

Laurinda. Não te cuides e cultives depressa ou não tarda nada ainda te dedicam um site. Se não sabes, fica quieta. Ou então não arrisques. É melhor, até porque em calinadas já andas à frente do Sousa Cintra. Se fosses a Margarida Rebelo Pinto, o Santana Lopes ou o Jardel estavas tramada. Com...
Os Roisin Murphy, não Laurinda é a cantora Roisin Murphy. Já esteve numa banda, os Moloko, mas já não está, separaram-se. Não faças confusão. Se não sabes, pergunta.

Laroche Foucault, não Laurinda, é La Rochefocauld, filósofo e moralista da aristocracia francesa do século XVII.Há um excelente livrinho de aforismos dele no mercado. Deve custar hoje menos de 5 €. Vale muito a pena.

A escritora Evelyn Waugh, não Laurinda é o emblemático escritor britânico Evelyn Waugh. Infelizmente nunca o li. Mas não o conheces ao menos da excelente e famosa série de televisão?

É melhor ficarmos por aqui.
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Pedro Nogueira
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Quarta-feira, Agosto 12, 2009
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domingo, 9 de Agosto de 2009
Solnado - o papel da RTP

Das coisas que mais me envergonham, assustam, angustiam e entristecem em Portugal é haver gente que nunca é punida por crimes destes. Simplesmente porque não se sabe quem são, não parece haver forma de se saber e não há moral, respeito ou sequer regras que impeçam que a infâmia seja feita. Como foi possível? Agora é tarde, demasiado tarde.
Adenda: Também João Lopes põe aqui o dedo na ferida. "Será que ainda conseguimos sentir-nos chocados?"
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Pedro Nogueira
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Domingo, Agosto 09, 2009
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Solnado - Exemplo de Humanidade

Não é por acaso que hoje todo o país se encontra triste e nostálgico... E isto não se deve apenas à morte de um magnífico actor e comediante como era Raúl Solnado. Deve-se também a todas as suas qualidades humanas mais que referidas por tanta gente que com ele privou.
Na parte que me toca não posso deixar de contar aqui um pequeno episódio. Pequeno, mas que não deixa de mostrar a tal humanidade a que me refiro.
Estávamos no ano de 2003 e eu encontrava-me a trabalhar na assistência de produção do Festival de Teatro de Almada que nesse ano homenageava o "mestre" Solnado. No dia em que foi homenageado recebi-o, andei por onde andou, dei-lhe o que necessitava. Este era o meu papel e é um previlégio tê-lo feito para Solnado... Nesta noite da homenagem Solnado constatou já para o tarde que não sabia dos seus óculos. De imediato eu e a minha equipa metemos mãos à obra e fomos procurar por todos os recantos da Escola António da Costa os óculos sem os quais Solnado tinha muita dificuldade em ver. Os óculos foram encontrados, naturalmente devolvidos com natural agradecimento de Raúl Solnado que em seguida se foi embora. Até aqui tudo aparenta normalidade, contudo qual não é o meu espanto quando no dia seguinte me toca o telemóvel e do outro lado falava Solnado, e falava-me com um único intuito: pedir-me desculpa pela busca dos óculos, pedir-me desculpa por não ter agradecido convenientemente (palavras dele) a descoberta dos óculos que lhe "salvaram a vida". Isto foram as palavras do "mestre" a um jovem desconhecido que para ali andava e para que estas palavras me fossem dirigidas Solnado andou a fazer mais telefonemas até conseguir o meu número...
Obrigado Solnado e estejas onde estiveres "faz o favor de ser feliz"
Aqui um pequeno excerto da homenagem:
Agradecendo a homenagem, Raul Solnado não poupou elogios à organização do festival. «A homenagem que é feita pela Companhia de Teatro de Almada é um Oscar. A companhia tem um prestígio invulgar. Nas homenagens costuma-se dizer que `eu não mereço... mas eu acho que mereço», afirmou. A CTA decidiu homenagear o actor português, a comemorar 50 anos de carreira, pelo seu contributo para a arte da comédia.
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terça-feira, 21 de Julho de 2009
Da Falta de Vergonha

O Nem paz Nem guerra deixa aqui um pequeno contributo para indecisos ou desiludidos sobre o comportamento dos deputados eleitos nas últimas eleições e suas respectivas faltas às discuções no plenário e ao país que o elegeu.
Pode verificar-se aqui o que cada deputado fez ou tentou fazer pelo país bem como pelo distrito que o elegeu...
É que não esqueçamos, ao contrário da mensagem única que nos querem fazer passar, as Eleições legislativas servem acima de tudo para eleger os deputados da nação e só em seguida se designa um governo...
É altura de tirar confiança a quem não a merece e apostar em quem realmente está no Parlamento, não para se servir, mas para servir Portugal.
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sexta-feira, 17 de Julho de 2009
Portugal irreal


Ao ligar hoje um telejornal ouvi um estudo que me deixa no minímo estupefacto...
Trata-se de um estudo sobre segurança em que os portugueses foram ouvidos e cujos resultados, para além da estupefacção, me causam alguma preocupação, mas por outro lado me fazem ver claramente que, neste momento, os portugueses vivem num mundo à parte e alheados da realidade. O que é estranho quando esta é tão dura e difícil...
O estudo mostra-nos para começar que um em cada quatro portugueses é a favor da pena de morte, 25% portanto, o que é grave num país que teve uma importância histórica tão grande ao abolir tão abominável crime de Estado.
Uma maioria esmagadora de 62,8% da população quer ser videovigilada. Deve ser o gosto de aparecer em frente às camaras. Inexplicável.
Para concluir mais uma maioria, agora de 60% que gostava de ver a prisão perpétua no nosso quadro legal.
Perante estes dados (que poderiam nem ser assim tão anormais) ficamos a pensar que vivemos num país de alto risco, de grande perigosidade, de medo. Só que curioso o mesmo estudo revela-nos que 85% dos portugueses nunca foi assaltado de forma alguma... Como Portugal também não é um país de grande risco em termos de terrorismo. E nem tem ETAS, nem IRAS, nem qualquer tipo de organização terrorista, isto deixa-me a pensar que o problema nacional é o excesso de televisão, principalmente telelixo, e a falta de acção e visão global.
E eu que já fui assaltado de tantas maneiras e tantas vezes que poderia dizer?
Ocorre-me uma: na noite em que instalaram a videovigilancia no bairro alto passou por mim um grandalhão que em corrida me tira a carteira da mão e continua a fugir não me dando a miníma hipótese de apanhá-lo (era realmente rápido). Dirigi-me à esquadra, contei o que aconteceu, onde aconteceu e no final pedi para encontrarem o homem, ao que me responderam que não dava pois as camaras serviam mais para controlar a entrada e saída de carros...
Por favor deixem-se de Big brothers e façam qualquer coisa. Por exemplo uma viagem...
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Nuno Góis
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quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Este nosso Jardim

Hoje foi dia para espantos neste país.
Alberto João Jardim o maior ditador pós 25 de Abril que Portugal tem tenta agora proíbir, alegando a constituição veja-se, o fim da ideologia comunista, pois diz ele, se o fascismo é proíbido (só na Madeira não é bem assim) à direita então o comunismo deve também ser proíbido à esquerda. Uma questão de igualdade portanto...
Evidentemente e felizmente todos os partidos se demarcaram e condenaram as palavras e tentativas de Alberto João (desconheço até este momento a posição do PP), contudo o PSD ainda não se demarcou e já está a perder muito tempo tal a gravidade das afirmações. Não esqueçamos que muitos estiveram presos, exilados ou foram mesmo mortos para que hoje este papalvo apareça com estas ideias. É urgente conhecer a posição do PSD sobre estas declarações antidemocráticas, fascistas e insultuosas.
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Nuno Góis
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Quinta-feira, Julho 16, 2009
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quinta-feira, 2 de Julho de 2009
O Estado da Nação Socrática

Em plena discussão do estado da nação, e que estado... Eis que em desespero e já depois de Sócrates ter chamado sem mais "mentiroso" a Francisco Louçã, vê-se Manuel Pinho fazer este lamentável gesto para o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares.
Este acto mostra mais um acto de Manuel Pinho que já não surpreende, mas mostra acima de tudo o desnorte total em que este governo se encontra.
Cheira a fim de ciclo...
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Nuno Góis
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
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terça-feira, 30 de Junho de 2009
Triste Dia



Morreu hoje com 68 anos a coreógrafa Pina bausch.
Uma tristíssima notícia para as artes em geral e as artes do espéctáculo em particular...
Mais aqui.
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Terça-feira, Junho 30, 2009
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terça-feira, 23 de Junho de 2009
Ouvi contar...

Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra,
Quando a invasão ardia na Cidade
E as mulheres gritavam,
Dois jogadores de xadrez jogavam
O seu jogo contínuo.
Ricardo Reis
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Nuno Góis
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Terça-feira, Junho 23, 2009
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domingo, 21 de Junho de 2009
A forma e o conteúdo

Ultimamente só se fala em forma...
Ele é Sócrates que alterou a forma de estar após derrota nas europeias, ela é Manuela Ferreira Leite que mostra dificuldades pela sua forma discreta de estar... Nunca vi tanta preocupação com a forma e outras futilidades que tais, sendo que o mais grave é que estas preocupações saiem-nos da boca da nossa suposta intelectualidade, dos mais variados quadrantes políticos, dos mais variados espaços mediáticos e um pouco por toda a blogosfera... Só faltam mesmo as revistas cor de rosa (já faltou mais)
Para quando a definitiva preocupação com os conteúdos? Quando é que pararão de encher chouriços com esta total desinformação? O que me interessa a forma desta gente quando não existe conteúdo?
Não entendo, mas agora o que está a dar é falar na forma cordeirinho de Sócrates...
Que tal darem-nos umas férias analistas de trazer por casa?
Haja paciência!...
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Separados à nascensa


Manifesto dos 28 economistas e movimento Benfica vencer vencer respectivamente.
Apareceram na mesma altura (deve ser dos "astros"), tiveram o mesmo sentido de oportunidade (deve ser dos genes) e last but not least, ambos tiveram no passado a mão na massa ou pelo menos não praguejaram na altura em que era tarefa difícil e pouco oportuna (deve ser dos timings).
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Pedro Nogueira
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quarta-feira, 17 de Junho de 2009
De Formula 1 a Formula 0
Com a redução de orçamentos prevista, talvez algum dia aquela oficina ali na Correira Teles concorra para ter um carro na Fórmula 1. É que os reguladores da FIA à força de tanto inventarem de ano para ano, aborreceram-se de simplesmente inventar. Acharam que assim deixavam tanto de dar nas vistas. Vai então que decidem inventar mesmo a sério e agora a Formula 1 será para (quase) todos. Por causa da crise e para aumentar a competividade, dizem eles. Esqueceram-se do resto e do mais importante, a mística da modalidade com as suas equipas, adeptos e rivalidades e o facto da Formula 1 ser um autêntico laboratório de tecnologia automóvel de ponta, tendo andado a par com a história da industria desde a sua formação. Não foi concerteza á custa de tectos orçamentais que o conseguiu.
A Formula 1 sempre foi uma genuína fábrica de heróis e mitos, que são no fundo os melhores pilotos e por isso correm nas melhores equipas, como em muitos desportos no qual o futebol é um bom exemplo. É ridículo reduzi-la agora por auto-recriação a uma competição algures entre o Nascar e o Karting com a aparência de Formula 3000. Só tenho pena que as espertas criaturas da FIA não inventassem uma outra coisa: um novo nome para a modalidade. E deixavam a Formula 1 para os malucos que não são burocratas como eles. Acho que não o fizeram porque assim provavelmente iam-se aborrecer. Como diz o outro, "eles querem é aparecer...".
Não seja por isso caros burocratas,vejam este video acima, nada mais que um lendário duelo entre o malogrado Gilles Villeneuve e René Arnoux e talvez deixem de nos chatear tanto a nós no tédio das vossas vidas que pelos vistos devem ser mesmo muito aborrecidas.
Ou então pensem no que seria no Futebol uma Portuguesa sem o Sporting, a Liga Espanhola sem o Real Madrid, uma Liga Alemã sem Bayern ou uma Liga Italiana sem Juventus, ou mudem para o Basquetebol e pensem numa NBA sem os Lakers ou num Basebol sem uns New York Yankees. Algo do género: o orçamento não ultrapassa as três tutas e meia e podem concorrer (quase)todos. Pois é isso mesmo que pretendem para a Formula 1 ás custas de quem fez crescer a modalidade.
Como nada vem ao acaso, se calhar mesmo que inconscientemente, mudaram desde há uns tempos as corridas para o Dubai, para a Malásia, China, corridas à noite, etc. Foi para preparar o terreno. Para que surjam novos adeptos, de preferencia que não conheçam bem quem foi Senna, Prost, Fangio ou Niki Lauda. Assim sempre será melhor para sustentar a modalidade e encher os bolsos depois dos chatos da Ferrari se irem embora...
Temo bem que não. A encarnação da cristalina estupidez das criaturas acabará por desaguar no óbvio: sem Ferrari a Formula 1 acabará num ápice, mais depressa do que quando começou. Se bem que o chairman ache que não.
Adenda: À cautela as verdadeiras e grandes equipas de Formula 1 começaram já a organizar-se. Exceptuando a Williams estão lá entre outras a Ferrari, A McLaren-Mercedes, a Renault, a Brawn, a Toyota, etc.
Parece que teremos a real Formula 1 com outro nome, enquanto que os senhores da FIA terão a sua modalidade a chamar-se Formula 1 com um nível do interesse e adesão de uma Formula Turismo qualquer. Das duas uma, ou dão com o braço a torcer e mostram a nu a sua cristalina inutilidade ou então lá se vai o dinheirinho. É bem feito.
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segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Ganhou a Esquerda

O PSD não tem muito por onde puxar os galões da vitória. Ficou á frente mas teve o um resultado semelhante à sua maior derrota em termos de significado da sua história. Manteve praticamente o mesmo eleitorado da derrocada de há 4 anos com Santana Lopes, e isto com um PS em queda livre. Não me parece um resultado nada extraordinario, mas contra factos não há argumentos. O PSD seria Governo se as eleições de hoje tivessem sido as legislativas. Não foram e o PSD tem todo o caminho para percorrer, se bem que com outra força, outra moral e outra energia.
Do Partido Socialista não me admira que o país o tenha mandado "dar uma curva". Para não mencionar José Sócrates, a sua propaganda e os ultimos problemas que tem enfrentado, basta rodar a "Roda dos Ministros": Ministra da Educação (completo desastre), Ministro da Economia (muito mau), Ministro da Agricultura (mau); Ministro das Finanças (faz o que pode); Ministro da Cultura ( não existe, só se fôr inimigo da Cultura...); Ministro do Ambiente (o pior da história, a hecatombe total). Paremos a roda. Há ministros - como a da Saúde, ou o do Trabalho e Solidariedade, ou o dos Negócios Estrangeiros - que não entram neste grupo "horribilis", mas a mim parece-me que pior era impossível. Estranho para mim é o desembaraço e confiança de Sócrates com tão sofrível equipa. Agora todo o cuidado será pouco para evitar mais "embaraços" embaraçosos. E não convém abusar das inaugurações da praxe pré-eleitorais, os tempos já não estão para isso.
O CDS manteve o mesmo resultado quando as sondagens já os andavam a dar 2%. O que custa a entender. Daí um certo sentimento de vitória que é um compreensível sentimento de alívio. Mas não é uma vitória, longe disso. No fundo a direita manteve o seu eleitorado. Apesar de ter levantado todos os foguetes.
Vamos aos verdadeiros vitoriosos da noite: a Esquerda. Com mais de 20% dos votos do eleitorado é uma nova força que impõe respeito. Foi quem realmente subiu, tendo o Bloco de Esquerda duplicado a sua votação e tido o maior número de votos da sua história, sendo agora a terceira força política. A CDU teve uma pequena vitória com uma curta subida, mas ficou atrás do Bloco o que para muitos comunistas é uma derrota, apesar de numas europeias isso valer muito pouco.
Tirando os abstencionistas e o numero grande de votos em branco e nulos, o único eleitorado que ganhou votos foi a esquerda. Vai ser esse eleitorado que o PS vai ter de ir buscar se quiser ganhar os próximos combates políticos. Também não me admira nada que o PSD vá tentar também por ali entrar para tentar neutralizar de alguma forma o Partido Socialista e ganhar votos entre os descontentes. Será um risco porque pode ser apanhado em contra pé pelo CDS, que pode daí tentar aproveitar algum eleitorado mais à direita do PSD. Mas não só, os Luis Filipes Menezes e Pedro Paços Coelhos desta vida hoje não estarão muito contentes com a vitória do PSD...
Por isso que acho que futebolisticamente falando a bola está do lado da esquerda.
Também estará do lado dos abstencionistas e dos desiludidos do voto em branco (quase 5%). Parece-me é que depois das Eleições de hoje seja muito difícil ultrapassar-se o descontentamento pela Direita. A ver vamos.
Adenda: Se em Portugal teve mais votos a Esquerda, no resto da Europa ganhou a Direita. Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha, França, Polónia...
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Pedro Nogueira
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Segunda-feira, Junho 08, 2009
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